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  • Foto do escritorLua Pche

Trégua na guerra interna


Antes de começarmos a nos sentir melhor, a gente tem que se sentir, simplesmente. Nem todas as emoções são "úteis" pela lógica capitalista, a qual já se faz verdadeiramente opressora dentro de nós (literalmente, pelo lado de dentro). Nos impedindo de enxergar com franqueza, pelas altas barreiras do julgamento, nossa própria história corrente. É preciso, antes de tudo, retirar a culpa do sentir.


Aprendemos enfim que não é ok estar vulnerável emocionalmente. Engolimos o choro, a raiva, aprendemos a esconder, disfarçar, dissimular. Temos o hábito de rotular sentimentos como bons ou ruins, coisas que deveríamos sentir e outras que estaríamos proibidos de fazê-lo. Mas tudo que posso afirmar é que quanto mais pressionamos todo esse material dentro de caixas apertadas, na intenção de domá-los, mais eles se manifestam em formatos ansiosos, irracionais, podendo causar exaustão e confusão mental.


Me parece então que o início dessa jornada se desdobra quando entramos em contato com nossos temores. Ganhamos apenas mais opções. Podemos descobrir que estamos precisando estabelecer limites de forma mais justa com nós mesmos. Reconhecer habilidades, dar mais valor às suas próprias vitórias, estar mais ciente delas.


Quando você se sentir à beira de uma emoção forte, se permita (gentilezas consigo) parar um minuto apenas, respirar, se permita sentir você. Abaixe o volume do julgamento que você faz sobre suas fraquezas, se pergunte algo do tipo “existe algo mais profundo se passando aqui? Algo mais sensível por baixo disso?”. Podemos nos surpreender ao encontrar emoções mais delicadas, que são muitas vezes acobertadas por emoções fortes e irruptivas.





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